Sandália Celta Tradicional Unissex
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Sandália Celta Tradicional Unissex

R$ 105,00
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Fabricantes: Paz em Gaia
Código do produto: sandaliacelta-001
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As sandálias celtas são inspiradas em calçados medievais da cultura Celta. Elas são artesanais feitas de  retalhos de matéria-prima que foi descartada pela indústria. Como recurso para a preservação do meio ambiente e diminuir a produção de novos insumos, a Comunidade optou por somente utilizar couro que é descartado pela indústria. Ou seja, existe a preocupação com a sustentabilidade na medida que estão reutilizando um material que já foi descartado,  e não criando novas demandas. .

A Sandália Celta é feita de uma única peça de couro colada e costurada ao solado. Com 15 cores ao seu dispor, combina facilmente com vários estilos de roupas e acessórios. De origem medieval, a Sandália Celta é muito confortável, versátil, bonita, prática e resistente. Disponível nas numerações de 33-42. (EM BREVE):  opcional de aterramento (grounding) ajuda a descarregar no solo a carga eletrostática acumulada no organismo.

A sandália celta possui diferenciais socioambientais importantes como: economia de água e energia, conservação da comunidade de artesãos e de conhecimentos tradicionais, além de contribuir para a redução do aquecimento global e para o aumento da renda e melhoria na qualidade de vida da comunidade.

Sola da sandália de PVC: O PVC é feito de materiais reciclados e também possui propriedades atóxicas, além de ser 100% reciclável - voltando para o ciclo produtivo. O PVC é o único material plástico que não é 100% originário do petróleo, pois contém 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio - sal de cozinha, que é um recurso natural renovável).   


As sandálias celtas possuem um design original e seguem os estilos que eram encontrados em toda a Europa da idade do Bronze.

Inspirado pelo projeto celta antigo, cada sapato é feito com um pedaço de couro macio que envolve todo o pé, criando uma incrível sensação de liberdade, pois ao invés de colocar os pés em um sapato já formado, a sandália celta irá se ajustar ao formato dos seus pés.

Com o solado de borracha natural você pode praticamente sentir o chão debaixo de você, enquanto caminha, é quase como andar descalço !

Temos diversas cores disponíveis, seja para uma ocasião especial ou para o dia-a-dia, o fato é uma vez que usar nossas sandálias, você vai querer usá-las para toda vida !

Feitas à mão com muito amor !


Conheça um pouco mais da cultura Celta:

Os celtas foram uma grande civilização que dominou boa parte da Europa ocidental e, assim como os nórdicos, nunca foram totalmente dominados. Aliás, pela forte identificação do povo irlandês e de alguns outros com os celtas, é possível dizer que estão aí até hoje, de certa forma.

Não dá pra falar do imaginário celta apenas como uma mitologia, mas o mais importante é a força da imagem céltica que em todo seu simbolismo inspira resistência. Seja na busca de uma volta a um passado lúdico antes do domínio da razão em que o homem se fundia com a natureza, ou na busca de uma espiritualidade fora da lógica monoteísta, patriarcal e dogmática; a cultura celta se mostra como um fenômeno interessante de resgate de uma identidade européia.

Quando falamos dos celtas, estamos nos referindo a um conjunto bem heterogêneo de tribos que engloba os Gauleses, os Galegos, os Belgas e os Bretões, entre outros. É essa abrangência da cultura celta que traz todo esse simbolismo de “volta às origens”. É a própria identidade Celta que dá o nome ao País de Gales, ou que reforçou a resistência católica na Irlanda. Os grupos que se consideram celtas já defendiam a idéia de uma Europa unida antes mesmo da consolidação da União Europeia.

Os celtas são um grupo heterogêneo e sua mitologia também não é diferente. Os celtas eram politeístas. A lista de divindades é grande. O conjunto do panteão irlandês é o "Tuatha dé Danann”, que pode ser traduzido como povo de Danú, ou nação de Danú. Danú seria (numa das versões) a deusa mais poderosa do panteão. Ela é a mãe terra, a deusa da vida e também da morte. Outro deus famoso é o Cernuno, que talvez fosse o marido ou então o filho da própria Danú. Mas essa é só uma versão dele, “Cernuno” é o nome dado a todas as representações celtas de um deus chifrudo.

Outro elemento bastante associado à mitologia celta são as fadas e os duendes. No caso das fadas, provavelmente elas são a versão “politicamente correta” de se tratar deuses pagãos na Europa cristã (outra forma era considerar como demônios mesmo), um povo acostumado a venerar os espíritos da floresta, não vai parar de um dia para o outro (muitos continuam até hoje). Já os Duendes, ao contrário do que eu imaginava, são a galera “do mal” do folclore celta. Eles são os espíritos que fazem as maldades inexplicáveis, tipo uma versão verde do saci pererê, eu acho.

Só que mais importante do que os seres sobrenaturais que eles acreditavam, é a estrutura da sociedade. Os Celtas talvez tenham sido a única civilização matriarcal. Existiram várias outras sociedades matriarcais, mas nenhuma chegou ao status de civilização (se é que os próprios celtas chegaram). Nós vivemos em uma sociedade patriarcal. Ela é baseada na razão, na hierarquia e na força, enquanto a sociedade matriarcal seria baseada no místico, na igualdade e na sexualidade. Os valores matriarcais são muito presentes nas reivindicações de nossa época: A equiparação (não igualdade) entre homens e mulheres, a igualdade de tratamento entre as pessoas e uma proximidade maior com a natureza. Esses valores celtas são bem contemporâneos afinal.

Outra coisa interessante sobre a cultura celta é o druidismo. Os Druidas eram os sacerdotes celtas, principalmente na região da Grã-Bretanha. Uma ótima interpretação do druidismo está na série “Crônicas de Artur” do inglês Bernard Cornwell. Nestes livros, os druidas (entre eles o próprio Merlin) são o pilar da religião pagã, eles detêm todo conhecimento místico e frequentemente seus poderes são solicitados, inclusive em batalhas. Muito parecido com a ideia dos magos de fantasia, ou mesmo dos bruxos e bruxas das lendas.

Todos esses elementos culturais se mantiveram pelos séculos, principalmente devido às histórias do ciclo arturiano, cujo personagem principal é o fundador mitológico da Inglaterra e cuja história é referência de heroísmo até hoje. Tanto a história do rei Artur quanto a história de Tristão e Isolda têm interpretações ótimas feitas pelo Blind Guardian, vale muito a pena ouvir “A Past and Future Secret“ e “The Maiden And the Minstrel Knight”.

Toda essa idéia de valorização do místico e de volta às origens que vem com o ressurgimento da cultura celta acaba sendo uma forma de protesto à sociedade racionalizada e mecanizada em que vivemos. A razão e, principalmente, a ciência foram sempre grandes promessas de uma humanidade livre e justa. Porém o século XX foi uma grande demonstração da própria irracionalidade que a nossa sociedade estava imersa. No fim das contas, o progresso técnico foi mais útil para criar armas do que para criar soluções.

Claro que essa é uma visão muito parcial, porém esse sentimento de busca de um natural místico, de unidade com a natureza e com os nossos instintos, faz com que a apropriação de elementos antigos de uma cultura muito diferente ganhe força.

O que encanta nas narrativas celtas é a forte presença do sobrenatural. No mundo celta, tudo é vivo. Além disso, a grande heterogeneidade das suas crenças traz certa possibilidade de criação. A própria história do Rei Artur foi contada de diversas formas e assim continuará, pois sempre haverá espaço para novas interpretações do mitológico rei da Bretanha. 

A idéia do renascimento celta traz: A liberdade da subjetividade, de amar antes de entender, de se preocupar com os mais fracos, com os que não têm voz. 


A seguir, algumas das principais crenças e características do Druidismo: 


DEUSES E DEUSAS: Praticamente cada tribo possuía um panteão próprio, embora algumas divindades possam ser consideradas “pan-célticas”, pois eram reverenciadas em diversas tribos, tendo apenas algumas variações em seus nomes e atributos; exemplo: Lugh Samildanach – Llew Llaw Giffes; Brigit – Brigantia – Bríg Ambue; Epona – Rigantona – Macha – Rhiannon; Manannan Mac Lir – Manawyddan. Entre as deidades celtas não há hierarquias ou conceitos de dominância como se encontra na mitologia grega. E nem possuem um único atributo, como "o deus da guerra" ou "a deusa do amor". Os deuses têm múltiplas faces, atributos e características. Não são apenas bons ou apenas maus. A idéia de dicotomia ou maniqueísmo de que estamos acostumados não é presente, e sim o equilíbrio de forças negativas com positivas. Os deuses podem ser num momento benevolentes e noutro cruéis, tal como a própria Natureza, forma máxima de expressão das divindades. Como uma chuva que cai sobre a Terra que pode ser uma benção quando os campos estão ressequidos ou uma desgraça quando causa enchentes e destruição. Os druidas e os celtas não adoram os deuses, procuram desenvolver com eles um relacionamento pessoal baseado em honra, amizade, reconhecimento e laços de hospitalidade, mesmo porque alguns deuses são os ancestrais, ou seja, nossa família. Assim era com os celtas em tempos antigos, e assim continua hoje entre os pagãos celtas modernos. 


ANIMISMO: cada característica da natureza (um rio, uma montanha, um lago, uma floresta, a chuva, os ventos, o trovão, as estações do ano) possui, do ponto de vista druídico, um espírito próprio, uma energia vital por trás do elemento em questão, com a qual é possível estabelecer um diálogo, uma relação, um contato de espírito para espírito. 


NATUREZA SAGRADA: a ideia de animismo resulta na crença de que a natureza é viva e sagrada. As divindades celtas são os espíritos que habitam nosso mundo, dando-lhe forma e interagindo conosco. Diversas montanhas, florestas, nascentes e lagos das paisagens celtas refletem a mesma crença de que a paisagem é povoada por poderosos espíritos da natureza – em outras palavras, deuses e deusas. O fato de os druidas históricos não construírem templos, como os romanos, é explicado justamente por sua crença de que nenhuma estrutura erguida por mãos humanas é tão sagrada quanto a Natureza que nos rodeia. 


RODA DO ANO: As datas sagradas do druidismo estão associadas às estações do ano, cada qual com temáticas e mitos que promovem a compreensão dos ciclos da vida como um todo: nascimento, apogeu, declínio, morte e renascimento. Os principais rituais realizados no druidismo são: Samhain (fim do verão), que ocorre no hemisfério norte entre os dias 31 de outubro a 2 de novembro; Imbolc (primeiro sopro da primavera), 1º de fevereiro; Beltane (início do verão), 1º de maio; La Lunása (primeira colheita), 1º de agosto. Além desses também são celebrados os solstícios de verão (entre 21 e 24 de junho), de inverno (21 de dezembro), e equinócios de primavera (21 de março) e outono (21 de setembro).


O UNIVERSO: não há um registro histórico ou mitológico de uma cosmogênese, os mitos e lendas celtas não mencionam uma criação, um início do universo. Para alguns druidistas isso quer dizer que o universo não foi criado, mas que ele vem sendo criado através das eras, pelas ações transformadoras do tempo, da Terra e das criaturas, sobretudo nós. Esta visão é interessante, pois nos devolve a responsabilidade por nossos atos, individuais e coletivos. A ação individual é parte da ação global, e pelo pensamento céltico estamos todos interligados. Cada ser humano deve ter consciência de seus atos, das causas e consequências, das origens das coisas e pensamentos, das interconexões, e de que cada indivíduo tem um papel dentro do Universo. 


OS TRÊS MUNDOS: os celtas viam o mundo dividido por três níveis de realidade: um mundo superior, este mundo intermediário e um mundo inferior - todos interligados e entrelaçados como num ‘knotwork’ celta. Entende-se essa divisão também como Céu, Terra e Mar, os três reinos divinos; e Corpo-Mente-Espírito. Como a cultura celta e o druidismo prezam o equilíbrio e não o conflito entre os extremos, então, não existe conceitos como bem ou mal absolutos, e nem “Paraíso” ou “Inferno”. O que existe é a percepção do ‘mundo médio’ (o universo em que vivemos) e o Outro Mundo, o mundo sutil, espiritual, divino. 


O OUTRO MUNDO: seja na forma de ilhas a oeste das terras celtas, seja na forma das colinas ocas da paisagem britânica, o Outro Mundo Celta é sempre descrito como um local “paradisíaco”, habitado por deuses e deusas, heróis e heroínas, onde não há inverno nem tempestades e há fartura e alegria. O Outro Mundo é tanto perceptível de forma física quanto intuitiva; lagos, o mar, poços e rios são passagens para o Outro mundo, assim como fendas no solo, colinas, montanhas, florestas e árvores específicas. É possível também que uma passagem para o Outro Mundo possa ser construída, facilitada através de técnicas apropriadas, da mesma forma que pode ser obstruída. 


A ALMA CELTA: a alma de um indivíduo é a manifestação de uma consciência maior, que é o conjunto de todas as almas. Essa alma é indestrutível, assim como o espírito do universo. A crença de que a alma de um indivíduo pode ‘migrar’ para outra criatura após a morte, foi confundida com o conceito de reencarnação (bastante presente tanto na religião hindu como na espírita), que implica num constante processo evolutivo, e que um dia se encerra. Mas se o universo é infinito, ele não pode se encerrar definitivamente ou estagnar. Além do mais, a ideia de evolução pressupõe uma “hierarquia”, em que uma espécie é ‘superior’ a outra. Ao afirmar que um ser é superior a outro podemos cair no problema de dizer que uma raça é superior a outra. Essa ideia de reencarnação evolutiva ignora o fato de que, para o universo, um ser humano, uma planta e uma bactéria tem a mesma importância. Quando entendemos que os celtas acreditavam que a alma de um ser humano poderia renascer noutra criatura, reforça-se a percepção de que tudo na paisagem é sagrado, dotado de vida. 


ANCESTRALIDADES: estamos acostumados com o conceito de ancestralidade associado a “linhagem sanguínea”. Temos um pai e uma mãe – nossos ancestrais diretos – e também avós, bisavós, trisavós e assim por diante. Essa ancestralidade sanguínea determina quem somos fisicamente (a cor de nossos olhos, pele e cabelos, estatura etc.) e parte de quem somos psicologicamente. A eles todos devemos o simples fato de existirmos. Mas essa não é nossa única ancestralidade. Há também a ancestralidade local ou nativa, que se refere aos povos originários de nossa terra, região ou cidade. E há outra, tão importante quanto as outras, que determina o que cremos, nossos valores e filosofia, ou seja, determina a herança de nossa alma. A ancestralidade espiritual ou de alma, que não depende da ancestralidade sanguínea. Quando optamos por seguir uma determinada religião ou tradição espiritual, inevitavelmente ingressamos num caminho aberto por outros antes de nós. Para que sigamos esse caminho com segurança é essencial que conheçamos suas características, história, origens e transformações. 


AWEN / INSPIRAÇÃO: o conceito da Awen já foi traduzido como “espírito que flui” através de nós, êxtase poético, arrebatamento profético, enfim. Mas a palavra e o sentido que mais define a Awen (do galês, ou Imbas, do gaélico) é Inspiração. Inspirar é receber algo, introjetar, gerar, criar, conhecer... E posteriormente expirar, transformar em ação o que se aprendeu. Como o ar que inspiramos e enche nossos pulmões, a Awen nos toca, nos estimula e transforma, primeiro interior e individualmente, depois coletivamente. De dentro para fora. Do indivíduo para a comunidade. A Awen, portanto, é o espírito que flui através de nós, é o que inspira nossas ações. Quando reconhecemos a presença do espírito em tudo, é possível então o contato profundo entre cada um de nós e “o outro” – seja o outro uma pessoa, um animal, uma paisagem, um nascer do sol, um lugar, uma música ou nosso trabalho. 

Fontes: http://encantodocisne.blogspot.com.br e http://filosofiametal.blogspot.com.br